O Livro No Brasil: Primórdios
Apesar de toda a mudança efetiva que 1808
promove em questões de publicações e leituras, há tentativas anteriores de
instalar prensas no País e outros vestígios de produção editorial. Segundo especulações, os jesuítas utilizavam a tipografia para ajudar na catequização dos povos locais,
porém, nada é comprovado. Foram os holandeses, entre 1630 e 1650 (época que
ocupavam o nordeste), que primeiro ansiaram instalar a tipografia no Brasil.
Entretanto, o primeiro tipógrafo que para aqui trouxeram acabou falecendo e
fora difícil arranjar um substituto a tempo. Depois de 60 anos, Recife enfim
teve sua primeira impressora, que funcionou entre 1703 e 1706, segundo os
historiadores.
Em 1747, no Rio de Janeiro, há folhetos que
eram impressos na época o que comprova que havia uma impressora. Segundo os
estudos, o tipógrafo era Antônio Isidoro da Fonseca. Outras manifestações de
impressões se dão por volta desse período também, porém, quando a notícia
chegou a Lisboa, Portugal posicionou-se contra esse tipo de atividade na
colônia. Dado a isso, escritores como Cláudio Manoel da
Costa e José Basílio da Gama
tinham que ser editados na Europa.
Voltamos para a época na criação da Imprensa
Régia. Nesse período surge o primeiro jornal editado no Brasil, a Gazeta do Rio de Janeiro. Em 1821, foi revogada a proibição de
imprimir, folhetos, revistas e jornais começaram a aparecer cada vez mais. Apesar dessas informações, indica-se que em
Minas Gerais, em 1807, foi elaborada a primeira impressão de livro naquela
província.
O Estado do Maranhão foi um dos que mais
cedo apareceu a tipografia. Seu período de ouro começa junto aos poemas de
Gonçalves Dias, em 1840. Oficialmente, Pernambuco obteve atividade tipográfica
a partir de 1817, porém, logo foi fechada pelo governo. O Estado do Pará, em
1822, já tinha um jornal seu, “O Paraense”. Já no Rio Grande do Sul, apenas em
1837 chegou as máquinas de impressão.
Em 1821 já havia
sido abolida a censura prévia. No Rio de Janeiro,
perto da independência brasileira, já existia sete locais de tipografia.
Manuel Joaquim da Silva Porto, livreiro, foi o primeiro, ao lado de Felizardo
Joaquim, a ter uma tipografia própria além de uma loja de livros. A partir
dessa faixa de tempo, abriram diversos empreendimentos que praticavam
impressões, como a Officina dos Anais Fluminenses. Muitos nomes merecem
destaques como Pierre Plancher, que publicou a primeira novela brasileira,
Statira a Zoroastes, a Villeneuve, que editou um dos mais antigos romances
brasileiros O Aniversário de D. Miguel em 1828, Franscisco Alves, a editora
mais antiga do País ainda em atividade, Louis Mongie, dono de uma das mais
famosas livrarias lembrada como Livraria Imperial e Franscisco Paula Brito, que
investiu em revistas e em sua livraria recebia importantes eprsonagens do movimento
romântico, como Joaquim Manuel de
Macedo e Manuel Antonio de
Almeida.
Outros Destaques
Laemmert e Garnier são duas editoras que marcaram a vida brasileira. Importavam livros de cultura francesa em uma época em que esse País
era referência para todos. Em 1934, encerraram suas atividades.
Em São Paulo, a editora José Olympio merece atenção. Depois de
apenas vender livros, começou a publicá-los. Lançava novos autores, muitos
deles que até hoje são lembrados.
A Livraria Saraiva também foi um marco de
relevância. Em 1914, José Inácio da Fonseca Saraiva se mudou para São Paulo e
abriu a Livraria Acadêmica. Em 1917, Saraiva abriu uma divisão editorial. Mais
tarde, a livraria e editora estavam consolidadas, com gráfica própria e
editando livros de peso na área do direito e da literatura em geral.
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