terça-feira, 4 de junho de 2013

Lexicário - Claudia Tajes & Pedro Gonzaga


Cláudia Tajes foi publicitária durante um bom tempo. É escritora (esperamos que por mais muito muito tempo) do célebre A Vida Sexual da Mulher Feia, Dez (quase) amores, Por Isso Eu Sou Vingativa entre outros. Escreve, também, toda semana para o caderno Donna, da Zero Hora.

Cláudia participou do nosso Lexicário, revelando quais palavras lhe são bonitas ou feias.


CLL - De qual palavra da língua portuguesa tu mais gostas?

Claudia Tajes - São tantas... Gosto de palavras com L, acho que elas são lascivas, luxuriantes, poéticas. Língua, por exemplo, é uma palavra que eu gosto. 


CLL - Qual palavra tu não gostas? Que te doa os ouvidos?

CT - Vergalhão. Acho uma palavra assustadora.

CLL -  E qual palavra tu achas que deveria ser resgatada? (no sentido de expressão antiga que deixou de ser usada publicamente)

CT - Lambisgoia. Dependendo do caso, não tem definição mais perfeita.




Outro escritor que falou para o Lexicário foi Pedro Gonzaga. Pedro é escritor, tradutor, professor e músico. Publicou dois livros de contos, Cidade Fechada (2004) e Dois Andares: acima (2007) e, o mais novo, de poesia: A última temporada (2011).

CLL - De qual palavra da língua portuguesa tu mais gostas?

Pedro Gonzaga - Minha palavra preferida é tácito. O som aberto e depois morto guarda ainda sua origem latina que tinha a ver com calar.


CLL - Qual palavra tu não gostas?

PG - Uma palavra que me desagrada é, a bem da verdade, um verbo nas formas do passado. É o verbo pôr. Vem-me sempre a secreção das infecções à cabeça.


CLL -  E qual palavra tu achas que deveria ser resgatada? (no sentido de expressão antiga que deixou de ser usada publicamente)

PG - Gosto muito de uma palavra que em português praticamente desapareceu, ainda resta um pouquinho viva no espanhol: é imarcescível. Também o latim se revela. O verbo é marcesco, murchar. Imarcescível seria aquilo sempre fresco, sempre vivo.

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