quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Prêmio Açorianos: Nas coxias do poder

Ricardo Giuliani Neto é finalista do Prêmio Açorianos de Literatura 2012 na categoria Crônica, disputa o prêmio junto com Fabrício Carpinejar, Borralheio: minha viagem pela casa, e Airton Ortiz, com o livro Jerusalém
Na categoria Crônica do Prêmio Açorianos de Literatura 2012, Ricardo Giuliani Neto figura entre os finalistas com o livro Nas coxias do poder (Editora Dublinense, 2012). O livro concorre com Borralheiro: minha viagem pela casa, de Fabrício Carpinejar, e Jerusalém, livro de Airton Ortiz. Nas coxias do poder, livro de Ricardo, advogado de formação, é pautado pela ironia marcante, que não poupa nada nem ninguém. Explícito pelo título, a maioria das crônicas fala, ou melhor, caçoa das relações políticas existentes. Não só da das relações partidárias, mas também das mazelas e as contradições políticas existentes nos três poderes.   

Ao longo do livro, dividido em quatro partes, cada uma com tal denominação: "Vossas Excelências", "Vossas senhorias", "Meretíssimos", e "Senhoras e Senhores", respectivamente, Giuliani provoca, e provoca forte, de diferentes pontos de vista. Não poupa antigos aliados, nem mesmo velhos companheiros, e pra completar: dá um basta no politicamente correto, brinca com seus adeptos. O livro, com um total de 29 crônicas, traz uma escrita inquieta, mas não menos incomodativa, alfineta tudo e todos, as crônicas são breves, embora pontiagudas. 

Ricardo Giuliani Neto, além de escritor, é advogado e professor universitário, Doutor em Direto, leciona há mais de uma década. Gaúcho de Quaraí, Ricardo foi músico, sindicalista e um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores (PT). Além de Nas coxias do poder, é autor de mais três livros. Atualmente reside em Porto Alegre. 

Confira abaixo um trecho do livro:
Falar de direito e inovação, em si, é um paradoxo. O direito não vive de inovações. É um mecanismo cultural que vive no passado. A formulação é singela, apanham-se as boas experiências do passado, cria-se a regra protetiva no presente para exigi-la cumprida no futuro. Por isso, o direito é conservador por definição. 

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