quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Top 5 2011 - Nelson Rego

Seguindo a seção Top 5 2011, confira agora as leituras mais marcantes do ano passado para o escritor Nelson Rego, vencedor do Prêmio Açorianos de Literatura 2011 na categoria Conto com o livro Daimon junto à porta (Dublinense, 128 páginas, R$ 27,00)


As seleções do autor trouxeram à tona duas redescobertas, além de livros lançados no ano passado. Vamos aos resultados:












Entre os livros que li em 2011 destaco duas releituras. O centauro no jardim (Companhia de Bolso, 216 páginas, R$ 23), do Moacyr Scliar, que eu havia lido pela primeira vez na década de oitenta, foi uma grande redescoberta, que atravessou 2011 produzindo ressonâncias. A narrativa do centauro, que faz o balanço de sua vida, oferece muitas camadas de leitura e de reflexões sobre a relação entre a literatura e a existência, entre o indivíduo e o coletivo.






Outra releitura foi o Orlando (Ediouro-Sinergi, 224 páginas, R$ 31,90), da Virginia Woolf, tradução da Cecília Meireles. Há tempos que eu desejava um reencontro com a Virginia Woolf, e o "Orlando", uma história sobre limites da consciência e ultrapassagens desses limites, proporcionou esse reencontro. Se eu fizer uma lista dos meus cem romances preferidos, com certeza,  "Orlando" e "O centauro no jardim" estarão na lista.






Outro livro marcante lido em 2011 foi Desgracida (Record, 240 páginas, R$ 32,22), do Dalton Trevisan, principalmente a parte destinada aos microcontos. Dalton Trevisan é um mestre na arte de contar e sugerir muito com um mínimo de palavras.










Destaco também Delicadamente feio (Dublinense, 96 páginas, R$ 27,00) do Ricardo Silveira, que foi um dos finalistas do Prêmio Açorianos de Literatura em 2011. Além da temática instigante - a beleza dos feios de corpo e espírito -, o livro é primoroso nas soluções narrativas.








O quinto destaque vai para o Fim das coisas velhas (Modelo de Nuvem, 96 páginas, R$ 20,00), do Marco de Menezes. É um livro de poesias como há muito eu não encontrava, com um híbrido de tensão e equilíbrio no lirismo contido de sua linguagem.

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