segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Das páginas para as Telas - 3

Hoje vão mais cinco livros que foram adaptados para as telas.
Se você acha que está faltando alguma obra que teve uma ótima adaptação, ou nem tão boa assim, mas que merece estar na nossa lista, nos mande pra gente!



Kramer versus Kramer
Publicado em 1977, Kramer versus Kramer é a obra mais conhecida do autor americano Avery Corman. A história relata o drama familiar de um pai que é abandonado pela esposa e sozinho, tem que trabalhar e educar seu filho. Após algum tempo, a mãe reaparece exigindo a guarda da criança. Em 1979, o drama que mudou o pensamento sobre as guardas dos filhos nos tribunais do mundo, foi adaptado para o cinema por Robert Benton e recebeu cinco Oscars: melhor filme, melhor diretor, melhor ator (Dustin Hoffman), melhor atriz coadjuvante (Meryl Streep) e melhor roteiro adaptado.


A Lista de Schindler
Intitulado pelo autor de Schindler's Ark, a obra mais importante do australiano Thomas Michael Keneally foi para as prateleiras do mundo (inclusive as do Brasil) com o nome de A Lista de Schindler. Publicado em 1982, o livro ganhou o Prêmio Booker Prize (um dos maiores prêmio literários da língua inglesa) no mesmo ano e, em 1993, história inspirada nos relatos de Poldek Pfefferberg, um sobrevivente do Holocausto, que salvou a vida de mais de mil judeus durante a Segunda Guerra Mundial, foi adaptada para os cinemas por Steven Spielberg. A Lista de Schindler ganhou 7 Oscars, entre eles o de Melhor Filme e Melhor Roteiro Adaptado.



Memórias de uma Gueixa
Romance de Arthur Golden, publicado em 1997, Memórias de uma Gueixa traz as confissões e as histórias de vida de uma gueixa que vive no Japão durante a Segunda Guerra Mundial. O livro, que virou bestseller internacional nos anos de 1999 e 2000, apresenta um profundo conhecimento sobre a cultura e a história japonesa, foi levado para as telas de cinema em 2005. Dirigido por Rob Marshall, o longa recebeu três Oscars e premiações em todo o mundo, apesar das inúmeras críticas que recebeu por colocar três atrizes chinesas nos papeis principais do filme. No Japão exigia-se que as personagens fossem representadas por atrizes locais, e os chineses se revoltaram por ver filhas da terra interpretando "prostitutas japonesas". O filme foi considerado por muitos uma das piores adaptações já feitas no cinema.


Noites Brancas
Publicado em 1848, Noites Brancas é a obra que mais romantica de Fiódor Dostoiévski. O conto escrito antes da prisão do autor, o livro tráz a história de dois jovens se encontram numa ponte sobre o rio Nievá durante uma das 'noites brancas' (fenômeno em que, mesmo à noite, o sol não chega a se pôr completamente) do verão de São Petersburgo. A obra foi levada ao cinema em 1957, pelo diretor italiano Luchino Visconti e recebeu o Leão de Prata no Festival de Cinema de Veneza. No Brasil, a adaptação foi realizada pela Rede Globo, em 1973. O especial teve nos paoéis principais Francisco Cuoco e Dina Sfat.


Olga
Em estilo jornalismo literário, Olga foi o segundo livro publicado de Fernando Morais. A obra, lançada em 1985, conta a história de Olga Benário, uma jovem alemã de origem judaica com ideais comunistas que vem ao Brasil para acompanhar Luís Carlos Prestes, a fim de estabelecer o comunismo no país. O livro, que já vendeu mais de 170 mil exemplares, foi adaptado para o cinema em 2004 pelo cineasta Jayme Monjardim. Mantendo o nome original, teve nos papéis principais Camila Morgado (Olga) e Caco Ciocler (Prestes). A curiosidade é que logo após o lançamento da edição americana de Olga, os direitos de filmagem da biografia foram adquiridos por um estúdio de Hollywood e os produtores americanos chegaram a anunciar que Al Pacino faria o papel de Prestes.

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