quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Das páginas para as Telas - 1

Começa agora a série que irá mostrar livros marcantes que foram adaptados para a televisão ou para o cinema. Cada dia serão listadas cinco obras que fizeram sucesso nas prateleiras de livrarias e nas telas!

Vale lembrar que aqui não serão discutidas as qualidades das adaptações ou, até mesmo, das obras. O que vamos fazer é uma busca por algumas "páginas que foram para as telas"!


Auto da Compadecida
Publicada em 1957 por Ariano Suassuna, Auto da Compadecida é uma peça clássica do teatro brasileiro. O autor utilizou elementos da literatura de cordel e linguagem oral para dar vida aos seus personagens que são fortemente identificados com as tradições Nordestinas. Quem não lembra das armações de João Grilo e Chicó? Em 1999, a peça foi adaptada para a TV pela Rede Globo. A minissérie de quatro capítulos, acrescentou o artigo “o” ao nome original da obra e elementos das peças O santo e a porca e Torturas de um Coração, ambas de Suassuna e é considerada a microssérie de maior sucesso da Rede Globo. Em 200, com uma hora a menos e muitas cenas coratadas, O Auto da Compadecida invadiu “as telonas” os e levou milhares de brasileiros aos cinemas.


Benjamim
Benjamim conta a história de um ex-modelo fotográfico que não consegue distinguir o que vê fora de si do seu passado, e de si mesmo. Esse segundo romance de Chico Buarque foi entregue para a editora, em 1955, sem o desfecho final para garantir o mistério. É considerado por muitos críticos um “livro cinematográfico” e, cumprindo ou não seu destino, em 2004, as páginas de Benjamim foram para as telas, o filme (homônimo ao livro) recebeu prêmios no Brasil e nos Estados Unidos.


A Casa das Sete Mulheres
Escrito pela gaúcha Letícia Wierzchowski, o livro A Casa das Sete Mulheres conta a saga da família de de Bento Gonçalves durante a Revolução Farroupilha , especialmente, a vida das mulhers que permaneciam na estância da família, à espera de notícias. O romance lançado em 2002, foi adaptado pela Rede Globo no ano seguinte. A minissérie de 52 capítulos, apresentou Eliane Giardini, Camila Morgado, Samara Felippo, Mariana Ximenes, Daniela Escobar, Nívea Maria e Bete Mendes como as Sete Mulheres. O sucesso nas telas impulsionou as vendas do livro, que vendeu mais de 30 mil exemplares em apenas três semanas.


Dona Flor e Seus Dois Maridos
Foi em 1966, que o “imortal” Jorge Amado publicou um dos seus romances mais conhecidos: Dona Flor e Seus Dois Maridos. É a história de Dona Flor que se relaciona com seu marido, o recatado e pacífico farmacêutico da cidade, e o fantasma de seu ex-marido, um malandro que morreu em uma noite de carnaval. Dez anos após sua publicação, Dona Flor e Seus Dois Maridos virou filme e, até o ano passado, era recordista de público entre o cinema brasileiro levando mais 10 milhões de espectadores aos cinemas. Em 1998, foi adaptado também em forma de minissérie para a TV Globo e hoje é encenado no teatro.


A Escrava Isaura
Romance deu fama à Bernardo Guimarães, A Escrava Isaura teve sua primeira edição publicada em 1875. O livro que foi escrito em plena campanha abolicionista, conta as aventuras e desventuras de uma bela escrava branca em busca de sua liberdade. A obra foi adaptada para a televisão em 1976, pela Rede Globo, como uma novela de 100 capítulos e em 2004, pela Rede Record, no mesmo formato, mas com 167 capítulos. A primeira versão foi exibida no Brasil 5 Vezes (1976 / 1977 / 1979 / 1982 / 1990) e em 100 países. Também foram feitas adaptações do romance para o circo, teatro e três vezes para o cinema (1917 inacabada, 1929 e 1949).

Alguma de suas adaptações preferidas (ou não tão preferidas assim!) ficou de fora? D
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