sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Rock e Literatura na Bilioteca

Quem de nós
iria imaginar que o rock gaúcho invadiria uma biblioteca?


Mas foi o que aconteceu ontem, no final de uma bela tarde de sol, na Biblioteca Municipal Josué Guimarães. Literatura, música, composições, livros e inspirações. Esses foram os assuntos do bate papo, nada formal, que rolou ontem com o Duca e o Thedy.



A primeira pergunta do público foi sobre a relação que eles fazem entre a música e a literatura. Duca contou que escrever sempre foi algo espontâneo e que foi a partir da poesia que começou a fazer música. Thedy, que lança seu segundo livro “Astro Ajuda”, no dia 3 de novembro na Feira do Livro de Porto Alegre, comentou que a maioria dos músicos gostariam de escrever literatura, mas acabam escrevendo sobre si próprios.



Para eles, o preconceito com os músicos que escrevem não tem força nenhuma perante das obras que eles podem produzir, pois quando o músico se dedica a literatura ele leva seus fãs para o universo dos livros. Questionados sobre o processo de composição das músicas "Pinhal" e "Julho de 83",.

Duca contou que a compôs para o seu irmão mais velho uma noite antes dele se casar.


Thedy compôs "Julho de 83" enquanto cuidava de sua filha e lembrava da sua história com sua esposa. Para ele, apesar de ser uma música que fala de um tempo passado, "Julho de 83" pode ser vista como algo que ocorre atualmente. Ela se encaixa a qualquer época e situação, como Pinhal.




Para eles, a relação com a música é algo muito pessoal, Duca disse que "a música só tem a ver com ele mesmo, que ele não pensa nos outros quando escreve, que compõem pela necessidade de se expressar", Thedy diz que se comunica com o público em um formato que só pertence a ele mesmo.

Ambos pensam que a música não tem que ser vista como um objeto de consumo. Ela tem que ser uma boa música para aqueles que a compõem.



Pelo twitter, um seguidor perguntou se eles achavam que a internet acabaria com o CD e com os livro. Duca respondeu na hora: "JÁ ACABOU!". Mas que fique claro, o CD e os livros acabaram, mas a música a a literatura serão eternos.


Falando em twitter...

Tanto Thedy quanto Duca, são tuiteiros ativos por ser uma ferramenta instantânea de feedback com seus fãs. Eles contaram que já se decepcionaram com algumas celebridades no twitter, pois escrevem mal, ou às vezes não são as próprias pessoas que atualizam o seu perfil.

Duca comentou sobre a velocidade que as informações circulam, contando uma história que aconteceu com ele. "Estava jogando golf com o meu irmão e pedi para ele bater uma foto minha. dando uma tacada. De brincadeira, postei a foto no twitter. Dez minutos depois um site publicou uma matéria - muito bem escrita - sobre mim com a foto que tinha colocado no twitter!"




Como já é "tradição" no + QUE PROSA, no final Duca leu Thedy e Thedy leu Duca.
E esse foi um dos momentos mais lindos da noite que já chegava.










Obrigada Duca, Thedy, seguidores do twitter e aos 30 sortudos que partiparam desse encontro.


Um comentário:

  1. Muito interessante o blog. Belissimo mesmo. A internet, não acabará com o livro.Mas o Conselho Nacional de Educação,está cassando "Caçadas de Pedrinho" do Monteiro Lobato. Essas gente não ler. Sente azia quando ler uma "folha de livro", e entende que outras pessoas não gosta de leituras. Estou aqui lhes convidando a visitar o meu blog, e se possivel seguirmos juntos por eles.estarei lá esperando por você
    www.josemariacostaescreveu.blogspot.com

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