quinta-feira, 21 de julho de 2016

Os muitos nomes de um escritor

Conhece a obra de Charles Lutwidge Dodgson? Não? Mas nunca leu Alice no país das maravilhas?


(Ué, mas não era do Lewis Carroll?)

Pois é. Lewis Carroll era o pseudônimo do escritor. Assim como o escritor brasileiro Fernando Jorge, que assinou seu livro Hitler - o retrato de uma tirania como Herman Zumerman devido às exigências de seu editor, e como Machado de Assis, que publicava alguns textos sob o nome de Boas-Noites, ou Dr. Semana, ou Lélio, ou Malvólio, ou Platão, Sousa Barradas, etc. As razões variam, claro (Fernando Jorge utilizou o nome alemão porque literatura estrangeira vendia melhor no Brasil e Machado queria expor opiniões políticas ousadas sem vinculá-las ao seu nome).

Mas os pseudônimos não são só características de autores que precisam ocultar suas identidades: em diversos casos, o nome é escolhido simplesmente porque o escritor o prefere. Poucos conhecem o poeta Ferreira Gullar pelo nome José Ribamar Ferreira. 

O poeta português Fernando Pessoa, porém, utiliza heterônimos. Ou seja: seus textos escritos com nomes diferentes referiam-se, no caso, a autores inventados, dotados de uma personalidade e de ideias distintas das de Pessoa, que existiam no interior da psique do escritor. Pessoa era (e não era) um pouco de Alberto Caeiro, Ricardo Reis, Álvaro de Campos, entre outros...  

Procure pelo nome certo: veja alguns livros que temos disponíveis na Biblioteca Pública Municipal Josué Guimarães de autores que utilizam pseudônimos (ou heterônimos):

Antologia poética, de Ferreira Gullar.
código da BPMJG: B869.1 F383









Alice no país das maravilhas, de Lewis Carroll
código da BPMJG: IJ Ficção C319al








Antologia poética, de Fernando Pessoa (com comentários de Jane Tutikian)
código da BPMJG: 869.1 P475fe



1984, de George Orwell (pseudônimo de Eric Arthur Blair)
código da BPMJG: 823 079m

  

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