sexta-feira, 29 de maio de 2015

Sérgio Napp (1939–2015): o que vale é o sonho



O escritor e letrista Sergio Napp, 75 anos, morreu na noite de quinta-feira, 28 de maio, vítima de parada cardiorrespiratória, após dois meses de internação no Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre. Natural da cidade gaúcha de Giruá, ele foi também engenheiro, professor universitário e gestor cultural, três vezes diretor da Casa de Cultura Mario Quintana (1987–1991, 1997–1998 e 2003).
A sua multipremiada carreira literária, iniciada em 1959, inclui mais de 20 obras em gêneros como conto, crônica, romance e poesia (várias delas disponíveis para consulta e empréstimo na Biblioteca Pública Josué Guimarães), além de incontáveis textos em jornais de Porto Alegre, São Paulo e Rio de Janeiro. Jurado do concurso "Poemas no Ônibus", promovido pela Coordenação do Livro e Literatura/SMC, ele foi ainda patrono em diversos eventos literários no Estado.
Intelectual múltiplo, Napp também ficou conhecido por letras de clássicos do regionalismo. Dentre as mais conhecidas estão "Desgarrados", parceria com Mário Barbará (vencedora da 11ª Califórnia da Canção Nativa de 1981), e "Canto Livre", com Fernando Cardoso e Jair Kobe (primeiro lugar no Festival Vindima da Canção de Flores da Cunha do mesmo ano). Também são dele "Meus Olhos", gravada por Elis Regina, "Pequeno Sol", na voz de Hebe Camargo, e "Tempo de Partir", interpretada por Clara Nunes. Em 2003, Napp recebeu o Prêmio Açorianos de Música, pelo CD "Mala de Garupa".
Napp deixa a esposa Loreta, os filhos André e Eduardo e duas netas.


Um comentário:

  1. ...o que vale é ter bons AMIGOS que fazem valer a pena sonhar.

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