sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Um recorte premiado sobre o Prêmio Açorianos de Criação Literária 2014 - Marcos Fernando Kirst


Marcos Kirst vencedor do Prêmio Açorianos de Literatura,
recebendo o troféu na Noite do Livro. Foto: Luciano Medina 

Por Marcos Fernando Kirst

 Ter conquistado, no último dia 24 de novembro, o Troféu Açorianos de Criação Literária 2014 – Narrativa Longa, na “Noite do Livro” realizada no Teatro Renascença, em Porto Alegre, foi para mim uma experiência transformadora. Informado como sou, até pela condição de jornalista e de escritor atuante no meio literário do interior do Estado, sempre tive ciência da importância e do significado do Prêmio Açorianos, o mais expressivo no âmbito da literatura gaúcha. Mas tê-lo conquistado está me proporcionando a experiência de ter consciência de seu significado, o que é diferente (e mais profundo) do que apenas ter ciência.

   Passada mais de uma semana desde o anúncio de meu romance “A Sombra de Clara” como vencedor deste ano, após a sucessão de entrevistas a veículos de imprensa da Serra Gaúcha (onde resido) e de outras localidades do interior do Estado e recebidas as homenagens e os cumprimentos de amigos, autoridades, entidades etc, é possível começar a compreender o significado disso tudo na carreira de alguém que se dedica ao mundo da literatura desde a mais tenra infância. E esse maremoto de repercussões e reflexões pode ser resumido em apenas um conceito: sensação de realização.

   Tenho a convicção de que ganhar um Prêmio Açorianos de Literatura não decorre de artimanhas do acaso, mas, sim, é consequência de muito trabalho, dedicação e envolvimento absoluto, ao longo de anos e anos, com o fazer literário. Um fazer que compreende ações como a leitura constante, a reflexão sobre o que foi lido, a troca de ideias e o compartilhamento do que se depreendeu das leituras e, a partir desse insumo, o exercício constante, criterioso, autocrítico e apaixonado da escrita. Escrever literatura é uma forma de expressar parcelas do mistério e do encanto da vida. E receber, por estar tentando fazer isso, um reconhecimento dessa envergadura, como é o Prêmio Açorianos, é o sopro de que se precisa para justificar toda uma vida de esforços nessa área e seguir adiante.

   “A Sombra de Clara” virá à luz em novembro de 2015, editada pela Editora da Cidade e lançada dentro da programação da Feira do Livro de Porto Alegre. A longa espera, apesar de exasperar muitos de meus leitores, agrega a benesse futura da justa compensação pelo exercício da paciência. O prêmio maior é justamente a possibilidade de a obra chegar ao público e ganhar vida no momento da leitura única realizada por cada leitor. Momento em que os ganhadores são o autor, a obra em si e todos os leitores, fechando o ciclo que exprime e justifica o processo da leitura. É uma grande honra passar a integrar o elenco dos autores que têm o privilégio e a responsabilidade de representar o Prêmio Açorianos de Literatura.

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Marcos Fernando Kirst é natural de Ijuí (RS), nascido em 1966  vive em Caxias do Sul desde 1992. Jornalista, formado pela Universidade Federal de Santa Maria, atuou em diversos veículos impressos do interior do Estado como os jornais “A Razão” (Santa Maria), “Diário de Santa Maria” (Santa Maria), “Pioneiro” (Caxias do Sul) e outros. É cronista diário do jornal “Pioneiro”, em Caxias do Sul. Vencedor de diversos concursos literários em Santa Maria e Caxias do Sul, foi Patrono da Feira do Livro de Caxias do Sul em 2010. Em 2012, teve seu livro de poemas “Em Silêncios” premiado como “Obra Literária” pelo Concurso Anual Literário da Biblioteca Pública Municipal de Caxias do Sul. Tem no currículo 15 livros publicados. Entre eles, os ficcionais “Dois Passos Antes da Esquina” (romance), “O Gato Que Não Sabia de Nada” (infanto-juvenil), “Tetraedro” (crônicas) e “Em Silêncios” (poesias). Os demais são obras de resgate histórico e biografias. Mantém o blog www.futilidadesliterais.blogspot.com.br, onde posta as crônicas que publica na imprensa serrana.


Para dar um gostinho do que vem por aí extraímos um trecho, retirado diretamente do original, de  "A Sombra de Clara." Uma prova concreta do ótimo livro que será lançado no próximo ano pela Editora da Cidade. 

Trecho da obra "A Sombra de Clara" de Marcos Fernando Kirst



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