segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Curiosidades Literárias

No dia chuvoso de hoje a CLL preparou uma seleção de curiosidades literárias bem bacanas para ensolarar um pouquinho a nossa vista. Sendo assim, Carlos Drummond de Andrade é o poeta adequado para isso, simples, livre e diário:

• Quando Drummond tinha 15 anos ele entrou no Colégio Anchieta, em Nova Friburgo no Rio de Janeiro, onde publicou oficialmente o primeiro texto, no Jornal da Escola. Não tendo marcado a história do colégio o suficiente, um ano depois foi expulso por “insubordinação mental”, seja lá o que for isso. Mas como disse ao jornalista Geneton Morais no que seria sua última entrevista “já esculhambei tanto, que hoje estamos quites (os padres que me expulsaram)”.

• Drummond se graduou em farmácia, embora nunca na vida exerceu a profissão.

• O poeta, durante toda sua vida, andou muito próximo do jornalismo. Foi repórter no Correio da Manhã, cronista no Jornal do Brasil, além de muitos contos por jornais do Brasil à fora.

• Por mais de 40 anos Drummond foi funcionário público, transitando entre Ministério da Cultura, da Saúde, etc.

• Carlos Drummond de Andrade traduziu do inglês para a revista Realidade, em março de 1969, seis músicas do The White Album dos Beatles. Além de muitas obras de autores como Proust, Balzac e Garcia Lorca.

• Drummond foi casado por 62 anos com Dolores Dutra, mas por 36 anos Lygia Fernandes foi sua amante (ou namorada, como ele preferia chamar). Ele fez várias poesias para ela, e pelo menos três livros de poemas não divulga
dos, bem como manuscritos de Lição de Coisas e Boitempo. A família de Lygia recolheu tudo e se recusa a divulgar.

• Em 15 de janeiro de 1989 o então presidente Sarney anunciou o Plano Verão que, além de inflação, traria novas notas de Cruzado Novo. E quem estampava a nova de 50 cruzados era o nosso querido Drummond, de um lado seu rosto e de outro seu poema Canção Amiga. (A moeda durou pouco mais de um ano, e foi substituída pelo Cruzeiro)

Canção Final
[...]
"Tudo tão triste, e o mais triste
é não ter tristeza alguma.
É não venerar os códigos
de acasalar e sofrer.
É viver tempo de sobra
sem que me sobre miragem.
Agora vou-me. Ou me vão?
Ou é vão ir ou não ir?
Oh! se te amei, e quanto,
quer dizer, nem tanto assim."

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