segunda-feira, 3 de junho de 2013

Chute na Estante - Francisco Botelho

Hoje o que caiu no Chute na Estante foi o livro A árvore que falava aramaico, de Francisco Botelho (confira a recente entrevista ao Blog da Coordenação), finalista do Prêmio Açorianos de Literatura 2012 na categoria conto.

A árvore que falava aramaico (Asterisco, 2011), de José Francisco Botelho,  foi finalista do Prêmio Açorianos de Literatura 2012 na categoria Conto.


O curioso título que dá nome à obra não se distancia da estranheza da obra a partir daí. Pra não ser injusto com o autor, relevemos o bom caráter desse estranhamento: a diversidade temática e estética do seu texto desconforta o leitor tradicional do conto e o convida para mergulhar num mundo múltiplo de infinitos caminhos a se seguir - verossímeis ou não.

Gustavo Czekster, mestre em Literatura Comparada pela UFRGS, descreve muito bem (em seu site) a força do estilo de Botelho quando diz que
a relutância em admitir que tinha lido algo único e irrepetível e, ao mesmo tempo, a incômoda sensação de que as histórias de Botelho entravam sem pedir licença na minha vida, ora assemelhando-se a uma existência que eu não tive, ora rivalizando com antigos e inconfessados pesadelos.
O leitor de A árvore que falava aramaico é levado a usufruir da trama desde a primeira linha - num primeiro momento, pela história. No instante seguinte, o leitor (já crítico, e que busca não ser trapaceado pela estrutura do livro) ri com o autor da sua habilidade ímpar em compor a estética narrativa de cada conto. Enfim, há fluidez de qualquer forma.

Francisco, autor gaúcho natural de Bagé, nasceu no início da década de 80 e é jornalista formado pela PUC-RS. A árvore que falava aramaico foi o livro de estreia nas letras. 


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O livro A árvore que falava aramaico está disponível na Biblioteca Municipal Josué Guimarães

José Francisco Botelho
Asterisco, 2011

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