quinta-feira, 13 de junho de 2013

Causos Literários: Curiosidades

Confere as curiosidades que a CLL selecionou pra ti. Hoje é dia de Quintana, Gullar e Suassuna.


Mario Quintana

  • Fez além de poesia, prosa. Destaque para Caderno H. Em Preparativos de Viagem mostra seu talento de fina ironia e um sutil humor.
  • Mesmo começando a escrever tardiamente, aos 34 anos de idade, deixou uma obra completa que o caracteriza como pós-modernista.
  • Além de escritor, foi jornalista e tradutor. Traduziu para o português obras de Voltaire, Proust, Charles Morgan e Lin Yutung.
  • Em 1968, ele foi homenageado pela prefeitura de Alegrete (RS) com placa em bronze na praça principal da cidade. Nela, está registrado o bom-humor de Quintana: "Um engano em bronze é um engano eterno".
Ariano Suassuna
  • Fundou o Teatro do Estudante de Pernambuco. Também escreveu boas peças teatrais não tão conhecidas, como "O Arco Desolado", "O Casamento Suspeitoso", "O Santo e a Porca" e "A Pena e a Lei"

    • Construiu em São José do Belmonte (PB), onde ocorre a cavalgada inspirada no "Romance d’A Pedra do Reino", um santuário ao ar livre, constituído de 16 esculturas de pedra, com 3,50 m de altura cada, dispostas em círculo, representando o sagrado e o profano. As três primeiras são imagens de Jesus Cristo, Nossa Senhora e São José, o padroeiro do município.

    • Quando tomou posse na ABL (Academia Brasileira de Letras), em 1990, mandou que uma costureira e bordadeira do Recife fizessem seu fardão. Foi criticado. E, no discurso de posse explicou:

    "Quando eu quis que o uniforme que uso agora fosse feito por uma costureira e uma bordadeira do Recife, Edite Minervina e Cicy Ferreira, estava levando em conta a distinção estabelecida por Machado de Assis e uma frase de Ghandi que li aí por 1980, e que me impressionou profundamente. Dizia ele que um indiano verdadeiro e sincero, mas pertencente a uma das duas classes mais poderosas de seu país, não deveria nunca vestir uma roupa feita pelos ingleses. Primeiro, porque estaria se acumpliciando com os invasores. Depois, porque estaria, com isso, tirando das mulheres pobres da Índia um dos poucos mercados de trabalho que ainda lhes restavam.".

    Ferreira Gullar

    • Quando tinha 15 anos, com uma redação sobre o Dia do Trabalho ele obtém nota nove e a professora diz que só não deu dez porque havia dois erros de português. O menino Gullar acha que descobriu sua vocação e decide estudar português para se tornar escritor.

    • Em 1950, viu um operário ser morto pela polícia em um comício, em São Luís. Locutor de uma rádio local, ele se recusou a ler uma nota oficial que apontava os comunistas como responsáveis pelo crime.

    • Filiou-se ao Partido Comunista no mesmo dia do golpe militar de 1964.

    • Em 2002, o autor é indicado por nove professores titulares de universidades do Brasil, Portugal e Estados Unidos, ao Prêmio Nobel de Literatura.

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