segunda-feira, 13 de maio de 2013

Carol Bensimon + Que Prosa

Carol Bensimon

CLL - Qual é a tua expectativa para o Mais que Prosa? Evento esse que tem como objetivo aproximar o escritor do seu público leitor.

Carol Bensimon - Eu acho que vai ser bacana. Gosto de todas as oportunidades de troca entre escritores e leitores, é sempre muito gratificante, especialmente quando o evento tem um formato mais informal, de bate-papo mesmo. Além disso, vai ser a primeira vez que eu e a Angélica estaremos juntas no palco.


CLL - Essa é a segunda vez que a literatura contemporânea aparece no Mais que Prosa, no ano de 2011 foi a vez de Daniel Galera e Antônio Xerxenesky, como tu espera essa conversa com a Angélica? Conhece o trabalho dela?

C.B - Conheço o trabalho da Angélica sim, e às vezes a gente se cruza por eventos literários, já trocamos e-mails esparsos, enfim, acho que temos um monte de coisas a dizer uma à outra, se tudo der certo. Vou obrigá-la a declamar alguns poemas. E quero saber se ela já leu (e gosta de) Ali Smith.

CLL - Sobre a literatura contemporânea: mesmo escrevendo em gêneros diferentes, tu na prosa e a Angélica na poesia, tu percebes algum ponto de intersecção na tua obra com a da Angélica? E na literatura contemporânea brasileira, há uma unidade ou é difícil marcar um movimento?

C.B - É muito difícil analisar a própria obra, e quanto mais compará-la a de uma outra pessoa, mas eu diria, correndo alguns riscos, que há pontos de intersecção entre nós sim. Acho que tanto a minha prosa quanto a poesia da Angélica são marcadas por um certo tom debochado. Ele não está lá sempre,
mas meio que vai se metendo nas brechas que a melancolia deixa.
Quanto à literatura contemporânea, não acho que haja uma unidade. Podemos dizer, no máximo, que existem alguns "grupos", identificáveis quanto à temática, influências e estilo de prosa.

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