sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Poesia Feminina na América Latina | Paraguai

Josefina Pla nasceu em Isla de Lobos na Espanha, em 1903. 

Foi uma poetisa, dramaturga, ensaísta, pintora e jornalista paraguaia. Escreveu poesia, contos, novelas e ensaios. Teve grande influência sobre as futuras gerações intelectuais do Paraguai. Ao longo de sua vida recebeu vários prêmios e menções pelo seu trabalho literário, pela defesa dos direitos humanos, e por sua luta pela igualdade entre homens e mulheres.

Em 1926 chegou ao Paraguai e se estabeleceu no bairro Villa Aurelia, no centro de Asunção, capital do país. Desse mesmo ano datam seus primeiros contatos no ambiente artístico, dentro do lugar que se tornaria sua pátria de adoção. Apresentou seus escritos na revista Juventud, voz da geração dos escritores do pós-modernismo paraguaio.  Colaborou com diversos jornais e revistas do Paraguai com poemas, artigos e outros textos literários. Faleceu em Asunção, no dia 20 de janeiro de 1999.

Confere os versos da poeta:

PIEDAD POR LAS PALABRAS
Piedad por las palabras penitentes
que mueren contra la almohada
las palabras caídas como piedras
en el montón que cuenta los pecados
las palabras ahogadas como recién nacido
del cual la madre se avergüenza
las palabras mendigas que jamás han tenido
un vestido decente
para salir al domingo de la vida.

Y aún por la palabra amordazada
que un traje de cemento hundió en aguas oscuras la palabra final sin sílabas y sin destinatario.


Margot Ayala de Michelagnoli nasceu em Paris, em 1935, durante uma viagem de estudos de seu pai. Além de poeta e novelista, a escritora é artísta plástica.

É reconhecida pelas obras: Entre la guerra el olvido (1993) y Más allá del tiempo (1995), obras de estrutura diferente, divida em parágrafos com capitulos concisos e fragmentados.


Confere os versos da poeta:

A RAMONA (NADA CAMBIA)

Ensimismada
ves pasar
la vida
tu reloj

El día
la noche
el verano
la mañana
la muerte

Tus arrugadas manos
siguen fregando
las ropas
de tu hombre

Como ayer
como hoy
mañana y siempre


Delfina Acosta, nasceu em Asunção no Paraguai, em 1956. Sua infância e adolescência pertencem a sua pátria pequena (patria chica), no povoado de Villeta, onde cursou estudos primários e secundários.
Publicou o livro de poemas La cruz del Colibrí, que tem prólogo da poetisa Gladys Carmagnola. Reuniu seus contos que obtiveram prêmios e menções em concursos literários. Sua obra Romancero de mi pueblo recebeu segundo lugar no prêmio Federico García Lorca.

Além de seu trabalho como escritora, é colunista do jornal ABC Color e crítica literária.

Confere um pouquinho dos versos da poeta: 
HADES

La primera señal: te salen lágrimas,
y escribes, sin querer, mejores versos.
Se apagan los faroles de la cuadra,
pero tus ojos brillan más atentos.
Y hay dos señales: si con él te cruzas
es como si te diste vuelta a verlo.
La cerrazón que cae sobre tu alma
te lleva a presumir que ya es invierno.
Si habré escuchado historias en mi vida:
Érase una que bajó al infierno
donde perdió a su amante. Y hubo un ánima
por siempre enamorada de un espectro.
Y hay más relatos. Y éste es muy contado:
Dirá que al bosque irá por un momento.
Te besará como quien va por más
cerillas. Nunca volverás a verlo.

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