segunda-feira, 17 de setembro de 2012

As aparências enganam: sobre remédio, almôndegas e caras-brancas

O compromisso aqui, leitor, é o descompromisso, portanto avisamos desde agora: haverá talvez, nesse post, spoilers fictícios (leia-se mentirosos) sobre as capas que cá estão - em suas mais superficiais aparências. Não há desrespeito, nem há piada por mera piada - há criação sobre e a partir das imagens que ajudam a intitular determinada obra. Temos, então, sobre a capa, o pré-conceito; além dela, a verdade. Fiquemos, por enquanto, amigo, com o primeiro.


Remédio Amargo 
Arthur Hailey
Logo após a aquisição desnecessária de uma abandonada fábrica de xarope para tosse pelo simples impulso de possuir terrenos para futuros empreendimentos, a empresária Peggie Fitzgerald percebe que não encontra mais sentido em sua vida de reuniões constantes, lucros em declínio acelerado e investimentos furados. Certo dia, descobre em uma sala escondida da fábrica abandonada um misterioso homem vestido de branco que lhe mostra a receita para a panacéia: um medicamento capaz de curar toda e qualquer doença ou ferimento. No mesmo momento, descobre-se apaixonada pelo estranho sorridente, mas, apesar de suas recentes descobertas positivas, é avisada pelo homem que precisa tomar uma decisão: deve investir somente em seu amor à primeira vista pelo estranho habitante da fábrica ou na comercialização do novo remédio, cujo gosto, como não poderia deixar de ser, é surpreendentemente amargo.





Assassinato em Amsterdã
Janwillem van de Wetering
Agora fora do mundo dos atarianos, George H. Pac-man não ousa descansar. Comedor compulsivo de carne humana, o serial killer arcadeano – com sua sede insaciável de vingança - digere suas vítimas e as transforma em pequenas almôndegas exterminadoras de pac-fad. Seu plano é apenas um: acabar com o maior e mais importante pac-fad. Amsterdã é sua casa. Pac-fad é o seu alvo.

   



A Máscara do Mal
Dennis Wheatley
Helena Cara-Branca nasceu assim, cara-branca. Nasceu, por acidente, em uma fábrica de talco - há quem diga que a fábrica não era de talco coisa nenhuma - durante um acidente talco-químico-nuclear em 1960, na cidade de Tocontown, capital americana do produto. Conta a história que, depois de parida, Helena acidentalmente caiu em um dos tonéis de talco, manchando para sempre sua face. Abandonada pelos pais no ato do nascimento, a jovem, com enormes dificuldades, aprendeu a viver sozinha, sempre hostilizada. Aos 14 anos entrou para um circo, onde passou a atuar como a mulher Cara-Branca, o fantasma mambembe. Helena nunca gostou de ser fantasma, nem de ter a Cara-Branca, aos poucos foi se irritando com todos do tal circo, quando no verão de 1987, acabou protagonizando uma das maiores chacinas circenses já vista. Acabou assassinando, à base de talco, todos os funcionários do circo, espirrando na cara dos artistas e animais. Com o final trágico, acabou colocando todos os mortos no globo da morte. Helena Cara-Branca, contam, usava uma máscara vermelha para se esconder, o que parece inverossímil, já que né. Do circo sobrou apenas um, o Senhor Cara de Paçoca, com quem Helena acabou fugindo. Até hoje não se sabe o paradeiro de Helena Cara-Branca e Senhor Cara de Paçoca. Acredita-se que vieram para o Brasil, em 1994. Conta-se que em Porto Alegre, durante algumas madrugadas, é vista uma senhora com a cara muito branca. Lenda?





Para descobrir as verdadeiras histórias, venha ver as capas de perto na Biblioteca Pública Municipal Josué Guimarães.

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