quarta-feira, 6 de junho de 2012

As diferentes mortes de Cláudio Manuel da Costa


Ontem completaria apenas 223 anos o nosso amigo e poeta árcade Cláudio Manuel da Costa. E, para comemorar tal data literária, pensamos em falar sobre nada menos que uma das maiores polêmicas da vida do autor: a sua morte. Como a intenção aqui não é repetir o que se faz todos os anos, em todos os aniversários do autor, em todos os posts de todos os sites e portais de literatura, preparamos uma seleta de comentários teóricos (retirados de manuais e críticas literárias) que definem sucintamente como foi a morte do poeta.


Curso de Literatura Brasileira 


"Voltou pra Minas. Exerceu a advocacia e cargos públicos, chegando até a Secretário da Capitania. Metido na Inconfidência, foi preso, sucumbindo na prisão onde, segundo se julga, suicidou-se."

Curso de literatura brasileira
Ébion de Lima
Editora FTD





Súmulas de Literatura Brasileira 


"Estudou com os jesuítas no Rio de Janeiro e formou-se em cânones na Universidade de Coimbra. Foi advogado em Vila Rica, funcionário do governo, minerador e inconfidente. Matou-se na prisão, dizem."

Súmulas de literatura brasileira
Cândido de Oliveira
Editora Biblos, 1968






Literatura brasileira:
das origens aos nossos dias


"Em 1768, já de volta a Vila Rica, lança seu livro de poesias, Obras, e funda a Arcádia Ultramarina (o nome faz menção a uma arcádia portuguesa, só que além-mar). Tendo participado da Inconfidência Mineira, é preso e encontrado enforcado na cadeia, em 1789."

Literatura brasileira: das  origens aos nossos dias
José de Nicola
Editora Scipione, 1990






Poesia brasileira:
do barroco ao pré-modernismo


"Mesmo sendo adepto do pombalismo, Cláudio Manuel simpatizava com a causa dos inconfidentes, o que lhe custou interrogatório e prisão. Em 1789, foi encontrado morto em sua cela, sendo sua morte atribuída a suicídio."

Poesia brasileira: do barroco ao pré-modernismo
Luís Augusto Fischer e Sergio Luís Fischer
Editora Novo século, 2001







História da literatura brasileira


"Às vezes é pedra de pedra apenas, pedra de nada, pedra de coração cansado e sem esperança. O de quem nem pôde ver dias melhores na cela de Vila Rica, onde morreu (ou foi morrido)."

História da literatura brasileira
Carlos Nejar
Editora Relume Dumará, 2007






Como dá pra notar, (quase) todos os livros tentam deixar clara a incerteza quanto à causa da morte do poeta. Entre na onda e investigue a morte do árcade também:


Todos os livros estão disponíveis na Biblioteca Pública Municipal Josué Guimarães






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