segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

2011 na CLL: Entrevistas

Logo de cara, começamos o ano entrevistando o poeta Ferreira Gullar, a respeito do lançamento de seu livro Em alguma parte alguma. Daí em diante, conversamos com dezenas de outros escritores de todos os lugares sobre os assuntos mais variados. Confira abaixo as principais entrevistas publicadas aqui neste ano:

"Não é intenção do poeta escrever difícil" (Ferreira Gullar)
"Fazer poesia não é profissão, não pode ser."


"A televisão tem espaço para tudo, ao mesmo tempo que não tem, já que a produção depende de algumas pessoas que determinam o que vai e o que não vai ser transmitido. (...) O que defendo é que a televisão precisa ser democratizada."


Falar de amor (Affonso Romano de Sant'anna)
"A historia do amor é também a historia do medo de amar."


Falta do que fazer (Adauto Novaes)
"Já venho propondo nos últimos cinco anos a ideia de que não estamos passando por uma crise no Ocidente. O que está acontecendo é uma série de mutações."

"As minhas histórias são parecidas comigo no aspecto externo, mas o coração do livro está além do que vivi. E não tem como reproduzir, tu vais escrevendo e criando. Elas são autobiográficas e ao mesmo tempo não são."

"Não vejo nenhuma relação imediata [entre a política e a literatura]. No entanto a literatura contribui muito para que muitos países formassem sua identidade, sua cultura. Nesse sentido, há sim uma relação, mas diferente da política, a literatura não busca um objetivo imediato."


"Eu sou Bob Dylan" (Ismael Caneppele)
"Eu sou Bob Dylan, polo de atração para longe, trovador que instiga tomar a estrada. Eu sou a ponte que separa idades. Eu sou as plantações que dividem cidades."



"Agora, o grande barato do escritor é quando ele está escrevendo. Não há momento que substitua, para o escritor, o momento de pôr a palavra no papel."

Colecionando palavras (Celso Sisto)
"Eu sempre busquei, na minha escrita, trabalhar com uma linguagem que  não fosse tão cotidiana. Claro, é preciso que ela seja um tanto cotidiana e coloquial pra se comunicar com o leitor, evidentemente. Mas eu sempre tentei buscar essa coisa do ritmo da escrita, das imagens poéticas que você pode suscitar através da linguagem."

Entrevista: Paulo Scott  
"O romance admite uma variedade maior de combinações, não há dúvida. A profundidade e a dedicação para cumpri-las independe do gênero literário - o romance acaba tomando mais tempo, mas não é uma premissa absoluta."

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