quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Leia-me toda

Leia-me toda , de Claudia Schroeder, com a capa de Felipe Drummond, é finalista do Prêmio Açorianos de Literatura 2011 na categoria Capa.

Com a inusitada ideia da autora  Claudia Schroeder e o incentivo do editor Rodrigo Rosp, Felipe Drummond produziu a capa de Leia-me toda em braile. Como o poema, que pretende não ser apenas visto (ou lido), mas que procura despertar reações sensoriais, a produção de Felipe está intimamente ligada às sensações e sentimentos expressos pela palavra da poetisa.

CLL: De onde surgiu a ideia para utilizar braile na capa?
 
Claudia: A ideia veio depois da escolha do título do livro. A Claudia Tajes, que selecionou os poemas, sugeriu que o título fosse o mesmo título de um dos poemas selecionados por ela. Depois disso, eu lembrei de um poema meu que acabou não entrando no Leia-me Toda, que é o olhar do homem em relação à mulher.

Parte deste poema dizia o seguinte:

"Queria que você fosse toda em braile
pra eu te tocar o tempo todo
me faço de cego
me faço de bobo."

Então eu pensei que a capa em braile tinha tudo a ver, pois o leitor pode ler com as mãos, assim como os amantes podem se ler com o toque.


CLL: O que está escrito em braile? O título do livro?

Claudia: Na verdade, eu queria que o poema inteiro estivesse ali, mas não é possível imprimir texto em cima do braile. 

Então eu optei por colocar o título, repetidamente, dando espaço para as impressões necessárias: nome do livro, autor e editora.


CLL: Acha que isso causa um certo efeito no primeiro contato com o leitor?

Claudia: Recebi feedbacks de leitores que foram impactados logo ao sentirem a capa. Muitos disseram que pegaram o livro e se surpreenderam ao passar a mão. Acho que as pessoas já começam a ler com o toque. O casamento do título do livro com essa ideia parece ter dado certo.

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