quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Mulher no Palco

"A nossa cultura está fixada nos mitos da eterna juventude, da imortalidade da beleza. O consumo é dirigido a isto. A gente anda com os faróis voltados para atrás. Na verdade, acho que a vida é um processo, uma dinâmica constante. É como subir uma montanha. Mesmo que no fim não se esteja tão forte fisicamente, a paisagem visualizada é melhor". 

A literatura aplaude hoje a escritora gaúcha Lya Luft, pelos seus 73 anos, 40 deles dedicados às letras. Ela completa mais um ano com 24 livros lançados e uma bagagem de vida e de conhecimento que a consagram como uma das maiores escritoras da atualidade.

Lya nasceu em 15 de setembro de 1938 em Santa Cruz do Sul. Diferente da família, que cultivava a superioridade da terra-mãe, ela se mostra imparcial em relação à origem alemã. Sempre leu poemas e poesias em alemão, mas ao mesmo tempo lutou contra o esteriótipo germânico de ser certinha.

Em 1959 a escritora muda-se para Porto Alegre, onde se diplomou em Pedagogia e em Letras Anglo-Germânicas pela PUCRS. Na década de 60 iniciou sua carreira literária trabalhando como tradutora. Já traduziu para o português mais de cem livros, dentre os quais se destacam textos de Virgínia Wolf, Rainer Maria Rilke, Hermann Hesse, Doris Lessing, Günter Grass, Botho Strauss e Thomas Mann.

Hoje Lya tem uma coluna na Revista Veja e seus livros continuam sendo traduzidos para diversos idiomas, como O quarto fechado que já foi publicado nos Estados Unidos, Exílio, na Inglaterra e As parceiras e Reunião de família que foram traduzidos para o alemão.
 
Livro de cabeceira: Não tenho um livro de cabeceira. Leio mais poesia do que ficção. Estou lendo ensaios sobre questões humanas e Psicologia. Mas desde menina leio Rainer Maria Rilke, talvez seja meu poeta de cabeceira. 

Poeta preferido - Drummond, sonetos de Camões, Fernando Pessoa e Rilke. Sou muito eclética, muito variada.

 



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