terça-feira, 16 de agosto de 2011

Homenagem a Charles Bukowski

Em 16 de agosto de 1920 a Alemanha viu nascer aquele que se tornaria um dos maiores poetas da América. Trazido aos três anos para uma Los Angeles de tempos difíceis, a cidade dos anjos faria crescer um cão dos diabos, de escrita concisamente obscena, pulsante e liricamente realista.

Charles Bukowski viveu para sua literatura, ainda que ela estivesse em cada garrafa de cerveja, em cada amor louco ou em cada vadia que deixava sua porta, silenciando ainda mais o canto em seu peito. Insistente porém, o velho Hank seguiu contando cada sórdido detalhe, sobre as noites geladas em parques, sobre as prisões, sobre a desolação e tudo aquilo que põe à prova, a cada dia, também a paciência de cada um de nós.

Ele foi em frente. E certamente levou a vida com um sorriso perfeito. O sorriso do velho safado que nos colocou a todos em suas histórias. Porque, querendo ou não, estamos todos lá. Na ficção que para ele sempre foi a vida, melhorada.

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