sexta-feira, 29 de julho de 2011

Felicidade desconstruída

"Não acreditem em tudo que falei. Minhas palavras são para provocar, inquietar."

As tantas dúvidas que Marcia Tiburi despertou no público foram uma resposta ao dever cumprido. O curso Felicidade?, ministrado pela filósofa durante o Festival de Inverno, encerrou na tarde de ontem com muitos aplausos e agradecimentos.

- Adorei o público, me inspirou muito. Fizeram perguntas inteligentes e demonstraram interesse pela filosofia. Foi desconstrutivo e eles não ficaram com medo, pensaram junto essa questão tão complexa e já banalizada. É preciso desmontar a mitologia da felicidade, devolver para o seu lugar de origem, a filosofia - afirmou Marcia.


Neste último dia, a convidada falou sobre a felicidade na era digital e como utilizamos as imagens e o cinema para satisfazer necessidades e prazeres que deveriam ser vividos. Pensadores como Freud, Marx, Adorno, Horkheimer Flusser e Benjamin foram citados para entender a noção que a nossa sociedade tem de felicidade e mostrar o oposto, desconcertar.

- É como andar por um caminho tenso. A gente começou a olhar para diversas paisagens em torno desta estrada e sempre viu a felicidade de um jeito muito nebuloso, como uma tensão que nunca vai se resolver. A gente não consegue descobrir o conceito de felicidade porque a gente tem que construir. Ela não é descoberta, é inventada.

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