segunda-feira, 30 de maio de 2011

Primeiro dia do seminário Livros que abalaram o mundo

Sábado o dia começou cedo aqui no Centro Municipal de Cultura. Pessoas foram chegando para fazer a sua inscrição no seminário Livros que abalaram o mundo assim que as portas se abriram. Foi o primeiro dos quatro dias que trarão convidados locais, nacionais e internacionais para comentar importantes livros que marcaram a história da humanidade.

Cerca de 100 pessoas lotaram a Sala Álvaro Moreyra para assistir Luís Augusto Fischer e José Dacanal, mediados por Fernando Brum, analisarem os dois primeiros livros do seminário: Dom Quixote e o Novo Testamento. O secretário municipal da Cultura, Sergius Gonzaga, explica que a prioridade foi trabalhar com textos de literatura e pensamento, especificamente com o mais importante deles, Novo Testamento, "fundador de uma civilização".



- Há certos livros que, em função do conservadorismo do seu tempo e do seu caráter inovador, causam grande impacto e estabelecem debate, alterando consciências e formas de ideologias e estética de construção de mundo. Esses livros acabam atravessando o tempo e se tornando modelos.

O público foi atraído pela complexidade e simbologia das obras destacadas no seminário. J. H. Dacanal explica que é difícil discorrer sobre livros como o Novo Testamento - por uma questão de tradição, as pessoas não vêem o texto como história. "É preciso apresentá-lo de forma diferente, analisar separadamente a religião, a história, a política, a economia - todos esses aspectos estão presentes, mas as pessoas não conseguem perceber", afirma.

A escritora Claúdia Tajes também juntou-se ao público para ouvir um pouco mais sobre o livro que adora.

- Gosto muito de Dom Quixote, mas preciso de ajuda para aproveitar a grandiosidade do livro. É muito interessante a iniciativa de esmiuçar algumas obras e facilitar o entendimento de literatura.

No próximo sábado, dia 4 de junho, os palestrantes Antônio Sanseverino e Voltaire Schilling, mediados por Pedro Gonzaga, falam sobre A consciência de Zeno e Emílio.

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