segunda-feira, 18 de abril de 2011

Ilha deserta

O náufrago de hoje é o escritor e professor Caio Riter. Formado em Jornalismo pela PUCRS, e Mestre e Doutor em literatura brasileira pela UFRGS, Caio atua como professor de Língua Portuguesa no Colégio Nossa Senhora do Bom Conselho, em Porto Alegre e ministra oficinas literárias no SINTRAJUFE-RS. Dentre seus títulos, destacam-se O Rapaz que não era de Liverpool (Barco a vapor), Meu pai não mora mais aqui (Biruta) e Maria Degolada, Santa Assombrada (Edelbra). Seu livro mais recente é Pedro Noite (2011, Biruta).

Qual livro você levaria para uma ilha deserta?
Caio Riter
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Uma ilha perdida... Sombra e água fresca... Um livro apenas?! Bah, acho que pela aventura que essa ilha promete, levaria o livro que mais me inquieta, desde sempre, Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll. O mergulho de Alice num universo nonsense é puro encantamento e desacomodamento. Tanto que, inclusive, coleciono edições dessa obra. Assim, como tenho vários exemplares, poderia levá-los todos pra ilha, afinal todos eles são apenas um.

O livro:
Alice no País das Maravilhas (IBEP Nacional, 47 pp, R$27,90) é um clássico da literatura inglesa e conhecido por ser um dos principais representantes da literatura nonsense. Escrito por Lewis Carroll em 1865, conta a história de uma menina chamada Alice que, ao cair num buraco seguindo um coelho atrasado, é transportada para um mundo fantástico, o País das Maravilhas.

Trecho:
“Gatinho de Cheshire, começou, muito timidamente, por não saber se ele gostaria desse tratamento: ele, porém, apenas alargou um pouco mais o sorriso. Ótimo, até aqui está contente, pensou Alice. E prosseguiu: Você poderia, por favor, me dizer qual é o caminho para sair daqui?
- Depende muito de onde você quer chegar, disse o Gato.
- Não me importa muito onde..., foi dizendo Alice.
- Nesse caso não faz diferença por qual caminho você vá, disse o Gato.
- ... desde que eu chegue a algum lugar, acrescentou Alice, explicando.

-
Oh, esteja certa de que isso ocorrerá, falou o Gato, desde que você caminhe bastante.
- Mas eu não quero me meter com gente louca - ressaltou Alice.

- Mas isso é impossível - disse o Gato - porque todo mundo é meio louco por aqui. Eu sou. Você também é.

- Como pode saber se sou louca ou não? - disse a menina.
- Mas só pode ser - explicou o Gato - Ou não teria vindo parar aqui”.

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