quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Sala de Leitura

Nosso entrevistado é Antônio Xerxenesky (Porto Alegre, 1984). Ficcionista, autor do romance Areia nos Dentes (Não Editora, 2008; Editora Rocco, 2010), teve seu conto, O Desvio, adaptado para a TV por Fernando Mantelli em 2007. Atua como editor na Não Editora, onde organiza a revista online de crítica literária Cadernos de Não-Ficção.

CLL – O que você está escrevendo?

Antônio Xerxenesky – No momento, não estou escrevendo coisa alguma, o que me deixa bastante contente (escrever sempre transtorna o sujeito). Acabo de entregar meu novo livro para a Editora Rocco. Será um livro de contos que, a princípio, receberá o título de A Página Assombrada por Fantasmas e que traz como tema unificador... bem... a literatura. E o transtorno. Aquelas coisas.

CLL – O que você está lendo?

Antônio Xerxenesky – Comecei hoje a ler Vida e Época de Michael K., pelo simples motivo de que é um dos poucos livros de Coetzee que ainda não li. Sou terrivelmente completista com meus autores favoritos. Se gosto do escritor, acabo lendo sua obra completa, como foi o caso com Thomas Pynchon e Roberto Bolaño.

CLL – E o que você recomenda como leitura?

Antônio Xerxenesky – Consider the lobster foi o livro mais marcante dos que li recentemente. É uma coletânea de ensaios do norte-americano David Foster Wallace. Para mim, Wallace é muito maior como ensaísta do que como ficcionista, mas isso pode ter um pouco a ver com o fato de que admiro cada vez mais o gênero "ensaio".


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