sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

O Doce Cantar do Fogo

Há exatos sete anos morria a poeta, escritora e dramaturga Hilda Hilst.

Nascida em Jaú, em 21 de abril de 1930, Hilda de Almeida Prado Hilst dedicou-se essencialmente à literatura, tendo seu primeiro livro de poemas, "Presságio", publicado em 1950.

Em 1967, estreia na dramaturgia. Três anos depois, em 1970, a primeira publicação de sua obra de ficção em prosa, "Fluxo Floema", atesta que, de acordo com o crítico Anatol Rosenfeld, “Hilda pertence ao raro grupo de artistas que conseguiu qualidade excepcional em todos os gêneros literários que se propôs - poesia, teatro e ficção”.

Mas os cantares de Hilda conquistaram ainda o talento de outros artistas. Dentre eles, o músico e compositor José Antônio Rezende de Almeida Prado, seu primo, que inspirado nas poesias de "Trovas de muito amor para um amado senhor", compôs "A minha voz é nobre" (canção para soprano e piano); e a felicíssima parceira de Hilda com Zeca Baleiro, que musicou os versos de "Ode Descontínua e Remota para Flauta e Oboé - De Ariana para Dionísio", integrantes do livro "Júbilo Memória Noviciado da Paixão", de 1974.

Em 1965, Hilda muda-se com o marido Dante Casarini para a sede da Fazenda São José, propriedade de sua mãe no inteiror de Campinas, onde construiria sua Casa do Sol.

Neste refúgio onde dedicou sua vida à literatura, Hilda recebeu inúmeros artistas de diferentes áreas, dentre eles o amigo e escritor gaúcho Caio Fernando Abreu, para quem disse, certa vez, que “Deus pode ser uma negra noite escura, mas também um flambante sorvete de cerejas”.


Para maiores informações sobre a autora, recomendamos o Portal Cultural Hilda Hilst: http://www.hildahilst.com.br/

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