terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Das páginas para as Telas - 4


Mais uma "leva" de obras que foram para as telas!



O Paciente Inglês
Romance de 1992 de Michael Ondaatje, O Paciente Inglês tem como cenário Segunda Guerra Mundial e narra a história um homem ferido e desmemoriado depois de ter seu avião abatido por tropas inimigas, passa a ser cuidado por uma enfermeira e a lhe contar o grande envolvimento que teve com a mulher do seu melhor amigo. O romance, vencedor do Prémio Man Booker em 1992, foi adaptado para o cinema quatro anos após o seu lançamento por Anthony Minghella. O filme recebeu 9 Oscars, entre eles o de Melhor Filme, e dezenas de premiações em todo o mundo.


O Que É Isso, Companheiro?
Escrito em 1979, O Que é Isso, Companheiro? Conta as experiências do jornalista e político Fernando Gabeira durante a ditadura militar no Brasil, sua luta, sua prisão e seu exílio. Grande sucesso no lançamento, o livro vendeu mais de 250 mil exemplares e foi adaptado para o cinema por Bruno Barreto, em 1997. Estrelado por Pedro Cardoso, Fernanda Torres, Cláudia Abreu, Matheus Nachtergaele, Luiz Fernando Guimarães, o filme concorreu ao Oscar de melhor filme estrangeiro.


Romeu e Julieta
Escrito entre 1591 e 1595, Romeu e Julieta é uma das tragédias de William Shakespeare mais conhecidas e encenadas no mundo. Passada na cidade de Verona, é a história do amor de dois adolescentes, Romeu Capuleto e Julieta Montecchino, cujas famílias são inimigas mortais. Talvez, a peça mais adaptada para o cinema e para a televisão de todos os tempos, vamos relatar apenas as produções mais conhecidas dessa tragédia. A primeira adaptação para o cinema dessa obra de Shakespeare foi feia por Georges Méliès, ainda na era do cinema mudo. Em 1929, houve a primeira versão cinematográfica da peça no cinema falado, The Hollywood Revue of 1929, onde John Gilbert e Norma Shearer interpretavam a cena da sacada. As mais famosas e premiadas produções foram de George Cukor, em 1936, e de 1968, de Baz Luhrmann. Em 1996, Baz Luhrmann atraiu o público jovem com uma adaptação com trilha sonora e ambientação moderna. Romeu foi interpretado por Leonardo DiCaprio e Julieta por Claire Danes, considerada pelos críticos como "a primeira Julieta do cinema cujos discursos soaram de maneira espontânea". Shakespeare Apaixonado também utilizou a paixão de um Capuleto por uma Montecchino como base para sua história. No Brasil, em 2005, Bruno Barreto dirigiu a comédia O Casamento de Romeu e Julieta, que utilizou a rivalidade no futebol como empecilho para o relacionamento.


Sítio do Picapau Amarelo
Talvez a obra mais conhecida e importante da literatura infanto-juvenil brasileira, o Sítio do Picapau Amarelo é uma criação de Monteiro Lobato. O primeiro livro da série foi publicado em 1920, A menina do narizinho arrebitado, e depois desse foram mais de 35 livros que contavam as aventuras personagens que vivem histórias mágicas num sítio chamado de Picapau Amarelo. Foi da extinta TV Tupi, em 1952, a primeira adaptação da obra de Monteiro Lobato, com episódios de 45 minutos, a série durou 10 anos e foi primeiro programa da TV a incorporar propaganda dentro da sua história. Em 1964, a série foi produzida pela TV Cultura durante seis meses, mas não obteve sucesso. Três anos mais tarde, é a TV Bandeirantes que passa a exibir o programa com um sítio de verdade como cenário. Em 1977, surgi a mais conhecida e exportada adaptação do Sítio do Picapau Amarelo. Produzida pela Rede Globo, a série ficou no ar por nove anos e imortalizou as interpretação de atores como Zilka Salaberry (Dona Benta), Dirce Migliaccio (Emília), Jacyra Sampaio (Tia Nastácia), Rosana Garcia (Narizinho). Em 2001, a mesma emissora realizou uma nova versão da trama.


O Tempo e o Vento
Uma das obras mais importantes da literatura brasileira, a trilogia O Tempo e o Vento foi escrita por Erico Veríssimo entre 1949 e 1962. Dividida em três partes - O Continente, O Retrato e O Arquipélago - o romance conta a saga das famílias Terra e Cambará entre 1680 até 1945. Em 1967, a TV Excelsior realizou uma versão da trilogia. Porém, foi em 1985 que a história teve notoriedade nas telas. Produzida pela Rede Globo e dirigida por Paulo José, a minissérie de 25 capítulos, homônima a trilogia escrita por Érico Veríssimo, a minissérie levou às telas as tramas abordadas no primeiro volume da obra, O Continente. Com trilha sonora de Tom Jobim, e interpretações de Glória Pires, Tarcísio Meira, Lilian Lemmertz, Lima Duarte entre outros grandes atores brasileiros, a minissérie recebeu o Prêmio Coral Negro de Melhor Vídeo no Festival de Cinema e Vídeo de Havana.

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